sexta-feira, janeiro 26, 2007

'ZÉLIA,ARNALDO E SÉRGIO DIAS APÓS DIAS, MUTANTES EM SÃO PAULO: FOI DEMAIS!!!"


Não restou pedra sobre pedra, a Praça da Independência lotada, a expectativa e o som da melhor banda de todos os tempos do rock brasileiro.

A pecurssão de Simone Soul e a bateria de Dinho Leme soaram, ressoaram e suaram na abertura , logo se ouviam os acordes da guitarra de Sérginho , baixo e teclado, as vozes das backings, de Zélia Duncan (maravilhosa e linda) e Arnaldo Baptista anunciando a chegada do Quixote mascando chiclete.

O circo do rock'nroll estava instalado. Depois da Nação Zumbi e de Tom Zé, aclamado como nosso rei, os Mutantes não deixaram dúvidas, apenas boas vibrações espalhavam-se por todos os recantos da Praça. O público correspondeu dançando, vibrando e cantando junto com a banda.

Foi um "levante" da música moderna. Depois de desfiar o repertório da primeira fase do Mutantes, dos discos Technicolor, Jardim Elétrico, passando pelas clássicas "Dia 36", "Qualquer bobagem", Tom Zé foi chamado e ovacionado no palco cantando juntos "Astronauta Libertado" e vieram os rocks mais pesados como "Ando Meio Desligado" e a inevitável e delirante "Balada do Louco".

Depois de discurso rápido e crítico desmascarando as instituições-centro da corrupção maior do país como o Senado, a Câmara e o Executivo denunciando a pretensão do poder em escravizar o povo brasileiro, Sérginho saca a espada e proclama como um D. Pedro futurista: "Independência ou Morte!"

O público vibra e o apoia. Os Mutantes botam swing e eletricidade na tropicalista de Jorge Ben "Minha Menina."

O público quer mais. É cedo para parar. Ninguém sai e êles voltam pelo menos duas vezes mais.
E encerram com uma versão mais punk de "Panis et Circensis" repetindo refrão que enquadra toda burguesia :" Essas pessoas na sala de jantar, essas pessoas na sala de jantar, essas pessoas na sala de jantar... São ocupadas em nascer e m...o...o...r...r...e...r...!!!

Pela vontade de todos poderiam virar a noite. Mas, o corpo impõe seus limites todos também precisam descansar. Valeu! Zélia Duncan, Arnaldo e Serginho Dias e todos os músicos , público e produção da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

A maior cidade da América do Sul e seus trabalhadores mereceram esta festa de 453 anos de aniversário. Não é pouco.

Salve Mutantes : "Habemus rock'n roll".



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